sexta-feira, 26 de março de 2010

Arriscar-se

Ah, pobres de nós que achamos que o ruim não nos atingirá. Quantos jovens não acreditam piamente serem invencíveis e incríveis? Achamos que as instruções dos mais velhos ou dos médicos são desnecessárias ou exageradas. Pensamos que não precisamos levar tudo ao pé da letra. E o que acontece, principalmente, com a juventude? Morre ou sofre conseqüências graves.
Os jovens que não ouvem, e às vezes até os que ouvem, os sábios conselhos ficam para ou tetraplégicos, passam longos tempos em camas de hospitais, sofrem fraturas e hemorragias por dirigirem embriagados. Não prestam atenção no que é ensinado nas escolas e repetido por tantas propagandas e transam sem camisinha: pegam DSTs, geram uma gravidez indesejada e não planejada e prejudicam todo o seu futuro.
Muitos pensam que nunca serão apreendidos pela polícia por pequenos furtos (que praticam mesmo sem ter necessidade financeira – e mesmo que tivessem não seria uma justificativa) e acabam presos por bobagens. Outros se envolvem em brigas por acharem legal e que dão conta do recado, acabam espancados e, em diversas vezes, mortos.
Venhamos e convenhamos que ninguém passa por isso por falta de aviso. Os pais, professores, até a própria mídia e conhecidos não cansam de dar conselhos, advertências e avisos sem parar. Era pra fazer efeito, mas tudo o que é repetido muitas vezes vira clichê, enjoa e, em casos como esses, perdem a credibilidade. Isso porque todos esses conselhos não são sobre fatos líquidos e certos. São sobre algo que pode ou não acontecer, pois sempre há a chance de escapar.
Contar com a sorte não seria algo bom pra se fazer. Ou pelo menos não contar só com a sorte. Mas como já viram muita gente fazer (ou até já fizeram) várias imprudências sem sofrer nenhuma conseqüência, pensam que tem sorte e arriscam.
Arriscar ás vezes é bom. Mas só se, mesmo que não dê certo, as conseqüências não sejam tão ruins. Por isso é preciso avaliar bem. E, circunstancialmente, há conselhos para arriscar (no amor, por exemplo).
É claro que cada um sabe de si, mas se algo ruim pode ser evitado, por que não evitar? Nem todos os conselhos dos “antiquados adultos” são cabíveis, mas tenha conhecimento deles: não existem sem razão. É melhor não tentar ser exceção à regra e acabar se dando mal. É melhor não arriscar, ou melhor, é melhor não arriscar quando as conseqüências não valerem a pena.

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