Esmurrar um saco de pancada, quebrar o que ver pela frente, guardar tudo pra si, descontar nos outros, chorar ou gritar. São tantas as reações que podem vir subseqüentes a raiva. E esse sentimento pode resultar em mágoas, vinganças, ódio, depressão e outros resultantes negativos.
Irritar-se é normal, afinal, não vivemos num mundo perfeito e sempre haverá motivos para que nos enfureçamos: uma fechada no trânsito, alguém que nos incomoda, uma discussão, uma injustiça feita conosco ou com outras pessoas. Mas como liberar sua raiva sem prejudicar a si mesmo e, principalmente, aos outros?
Eis um desafio dos grandes. Cada pessoa tem sua própria maneira de liberar sua zanga, mas, ao exprimi-la acaba, muitas vezes, só trazendo prejuízos. Quem está irritado sempre trará fatos decorrentes disso ruins para si: para o coração, os sentimentos e a saúde. Mas o pior que pode acontecer é trazer efeitos ruins para as pessoas que não tem culpa de nada ou não tem nada a ver com o que nos causou a ira, principalmente, para as que mais amamos.
É necessária uma significativa dose de domínio próprio para manter-se em equilíbrio e não estragar as coisas. Quantas vezes já não desejamos voltar no tempo e apagar uma bobagem que fizemos (causada, às vezes, por um mau humor não controlado)? Certamente não foram poucas. De que adianta gritar, falar mal, ofender e quebrar as coisas? Colocamos o que estamos sentindo pra fora e, posteriormente, acabamos nos acalmando, mas isso não vale à pena se deixamos um rastro de devastação por trás.
Em um dos episódios da série infantil brasileira Castelo Rá-Tim-Bum, a personagem Penélope ensina ao Nino e às demais crianças do castelo como livrar-se de um mau humor. Algumas das dicas são: fazer algumas brincadeiras, fazer caretas engraçadas, pensar em algo bom. Os conselhos de Penélope acabam fazendo efeito e a meninada do castelo volta a se divertir.
Mesmo sendo um programa infantil, essas sugestões podem fazer bem para todos nós na hora da raiva. Não precisamos fazer uma brincadeira ou uma careta, mas, certamente, tudo isso seria uma distração. Talvez a melhor solução para lidar com esse mau sentimento seja esquecê-lo um pouco (mesmo que por alguns segundos ou minutos), distrair-se dele por um momento, e, depois, se necessário, enfrentar o problema que o causou com uma perspectiva mais sensata e racional. É claro que, na hora, é extremamente difícil de fazer, mas podemos nos acostumar a esse hábito.
Outra possibilidade para se livrar e usar bem o estresse é usá-lo para fazer algo produtivo: praticar um esporte, uma luta, escrever um texto, compor uma música, cantar... De muitas formas, a indignação pode ser inspiradora.
Essa é uma provocação a mudança feita por alguém que freqüentemente deixa sua raiva prejudicar a si e às pessoas ao seu redor. Estou redigindo esse texto após um momento de elevada irritação. Dessa vez, felizmente, eu consegui me controlar e usei o que sentir para fazer essa redação. Funcionou, e toda a minha fúria já passou.
Essa é uma provocação a mudança feita por alguém que freqüentemente deixa sua raiva prejudicar a si e às pessoas ao seu redor. Estou redigindo esse texto após um momento de elevada irritação. Dessa vez, felizmente, eu consegui me controlar e usei o que sentir para fazer essa redação. Funcionou, e toda a minha fúria já passou.
Façamos um desafio próprio: não vamos deixar a raiva nos dominar, vamos dominá-la, vamos ser os donos da situação. Cabe a cada um descobrir uma forma de expressar a fúria sem prejudicar ninguém. Estar totalmente isento do mau humor é impossível, então, vamos, pelo menos, aprender a conviver bem com isso.
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